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Microsoft divulga pela primeira vez a receita do Azure em dólares: US$ 33,2 bilhões

Microsoft divulga pela primeira vez a receita do Azure em dólares: US$ 33,2 bilhões
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Até agora a Microsoft só falava em porcentagem de crescimento do Azure. No balanço do trimestre encerrado em setembro, a empresa abriu o número em dólares pela primeira vez, e deu pra comparar direto com AWS e Google Cloud.

O número que a Microsoft nunca tinha dado antes

Até a quarta-feira, 28 de outubro, a Microsoft nunca tinha divulgado a receita trimestral do Azure↳Azure76 conteúdosDeploy de Azure Stream Analytics job com CI/CD usando Azure PipelinesDevSecOps · mai 2019Azure – Como criar uma base de dados SQL no Microsoft Azure pronta para ser utilizadaData · abr 2019Azure Static Web Apps com Vue.js e Visual Studio CodeDevSecOps · out 2023Ver tudo em DevSecOps → em dólares. A empresa só informava taxa de crescimento percentual ou descrevia marcos de faturamento de forma vaga, segundo reportagem do TechCrunch. Isso mudou no balanço do trimestre encerrado em setembro de 2026: a empresa informou que o Azure faturou US$ 33,2 bilhões entre julho e setembro, alta de 48% sobre o mesmo período do ano anterior.

A mudança não é só um detalhe de contabilidade corporativa. Ela permite comparar o Azure diretamente com a Amazon Web Services (AWS) e o Google Cloud, que já reportam receita de nuvem em dólares todo trimestre há anos. Para quem acompanha o mercado de cloud de fora, isso fechava uma lacuna incômoda: Azure sempre foi o provedor que crescia rápido em percentual, mas escondia a base sobre a qual esse percentual era calculado.

Azure x Google Cloud: quem cresce mais rápido

No mesmo dia, a Alphabet reportou que o Google Cloud faturou US$ 30,7 bilhões no trimestre, deixando o Azure um pouco à frente em valor absoluto. Mas o Google Cloud, que inclui as assinaturas do Workspace, praticamente dobrou a receita em relação ao ano anterior, crescendo cerca do dobro da velocidade do Azure, segundo cálculos do próprio TechCrunch.

ProvedorReceita no trimestre (jul-set 2026)Crescimento anual
Azure (Microsoft)US$ 33,2 bi48%
Google Cloud (Alphabet)US$ 30,7 bi~100% (dobrou)
AWS (Amazon)resultado ainda não divulgadobalanço sai nesta quinta-feira (29/10)

A Amazon reporta seu balanço nesta quinta-feira, e os analistas esperam que a AWS continue crescendo. A AWS é a maior nuvem do mercado desde o início da categoria e ninguém espera que a Microsoft a ultrapresse agora. Mas, com os três gigantes finalmente reportando dólares reais, dá para comparar a corrida de verdade pela primeira vez.

Uma nova forma de contar: o segmento Agents and Infra

O Azure agora está dentro de Agents and Infra, um dos dois novos segmentos de negócio que a Microsoft criou neste trimestre. Antes, a empresa reportava três segmentos: Productivity and Business Processes, Intelligent Cloud e More Personal Computing. O novo segmento, que agrupa o Azure com o negócio de nuvem do Microsoft 365, faturou US$ 76,8 bilhões, alta de 25% sobre o ano anterior.

Reorganizar segmentos de reporte financeiro não é trivial: muda como analistas e concorrentes enxergam onde a empresa está investindo e crescendo. Ao colocar Azure ao lado da infraestrutura de agentes de IA↳Agentes de IA42 conteúdosOpera passa a integrar ChatGPT, Claude e outros agentes de IADev (Back & Front) · mar 2026Operações mais inteligentes, decisões mais rápidas: o impacto da IA agêntica na rotina de TIAI · abr 2026Adobe aposta em orquestração de agentes de IA: o que muda para devsDev (Back & Front) · abr 2026Ver tudo em AI →, a Microsoft sinaliza que trata nuvem e IA generativa como a mesma frente de negócio daqui para frente, não como linhas separadas.

Azure superou as próprias projeções

A receita do Azure veio US$ 850 milhões acima do esperado pelos analistas, que projetavam US$ 32,3 bilhões para o trimestre. O crescimento de 48% também superou a previsão de 44% a 45% que a CFO da Microsoft, Amy Hood, tinha dado na teleconferência de resultados de julho.

Azure respondeu por cerca de 36% da receita trimestral total da Microsoft, de US$ 92,3 bilhões, consolidando-se como a maior e mais rápida linha de produto da companhia, segundo os números divulgados pela própria empresa.

O que muda para quem decide infraestrutura no Brasil

Para arquiteto ou tech lead↳Liderança técnica5 conteúdosLiderança técnica: a arte de inspirar desenvolvedores e gerar transformações 🚀Gestão Dev & TI · mai 2024Full Cycle lança pós-graduação que capacita devs para cargos de liderança técnicaDev (Back & Front) · mar 2024De Dev a Tech Leader: caminhos para se tornar um Tech Leader excepcionalGestão Dev & TI · ago 2024Ver tudo em Gestão Dev & TI → que escolhe provedor de cloud por aqui, o número em si não muda preço nem SLA de uma hora para outra. Mas dá um dado concreto para uma pergunta que antes só se respondia por achismo: o Azure tem fôlego financeiro para sustentar investimento pesado em datacenter, GPU e capacidade de IA na região Brazil South (São Paulo)?

Em resumo: receita real e crescimento de 48% ao ano indicam que a Microsoft segue despejando capital em capacidade de nuvem, o que importa diretamente para quem depende de disponibilidade de instâncias GPU no Azure OpenAI Service ou de novas zonas de disponibilidade por aqui.

Também há leitura sobre poder de barganha. Com AWS, Azure e Google Cloud agora comparáveis lado a lado em dólares, a pressão competitiva entre os três tende a aparecer em descontos de enterprise agreement, créditos para startups e agressividade comercial em contratos plurianuais, algo que equipe de procurement e arquitetura já sente na mesa de negociação.

O que ainda fica em aberto

O número divulgado é de receita, não de lucro ou margem. A Microsoft não abriu quanto desse faturamento vem de consumo puro de Azure versus serviços gerenciados, nem quanto da aceleração de 48% é puxada por cargas de treinamento e inferência de IA especificamente. Com a AWS reportando nesta quinta-feira e completando o quadro dos três maiores provedores, fica mais fácil, a partir de agora, acompanhar trimestre a trimestre quem realmente está ganhando a corrida pela infraestrutura que sustenta aplicações, SaaS e modelos de IA do mundo inteiro.

Fonte: TechCrunch

Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

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